quinta-feira, 19 de agosto de 2004

Manel Tim Tim

Não consigo dizer-te aquilo que verdadeiramente me vai na alma. Mas deve ser a saudade daquilo que já fomos, a saudade de dormir contigo noite após noite durante 29 anos, da saudade daquelas conversas que tínhamos, da sensação confortável que era, tu dizeres o meu nome quando achavas que alguma coisa não me estava a correr bem e então olhavas para mim e tentavas sempre, de uma forma ou de outra, resolver os meus problemas. Os meus e os de todos cá em casa. Ainda hoje é assim.
Tu só te sentes bem a ajudar, a partilhar aquilo que tens e desde sempre assim foste. Agora recordo-me de que te chamávamos de Manel TimTim e lembro-me (a rir) daquelas maldades que te fazia: da caneta que te espetei na cabeça, dos cabelos que te arranquei por me teres estragado a minha Tuxa, de agarrar em ti e meter-te à minha frente para seres tu a apanhar da Mãe quando as duas fazíamos alguma asneira e daquela vez que fugi dos Pais contigo, em Fátima, e te obriguei a ajoelhar e andar no tapete onde a multidão pagava as promessas. Lembro-me que levámos as duas do Pai, uma grande palmada nas mãos, e tu sem culpa nenhuma. Afinal fui eu que te obriguei a fazê-lo. Tinha mais dois anos que tu e achava que tinha todo o direito em mandar em ti.
Hoje tu és uma mulher. És sábia, inteligente, decidida. Um escudo, uma voz sempre disponível para todos nós, um sorriso aberto, franco e leal, sempre pronta a dar, dar e dar....
És um ponto de equilíbrio.Dás tudo do que não tenho e no entanto nunca descansas de tentar descobrir o que me falta para ser uma pessoa melhor e mais feliz.
Espalhas paz, doçura, harmonia, amor, serenidade e confiança onde quer que estejas e estás sempre disponível para dares as mãos, o teu coração e a tua cabeça para que os que te rodeiam estejam bem.
Parabéns Irmã! Fazer 30 anos é um marco histórico. Também por lá passei e adorei!

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