terça-feira, 18 de maio de 2004

Pentes

Deixaste de chorar e ainda bem. Confesso que não gosto de te ver triste e magoada com a vida.
Tu sabias que ias voltar de qualquer maneira, fosse qual fosse a forma. Deixaste para trás os ressentimentos e as ofensas em prol de tudo o que possas viver de bom e de mau daqui para a frente.
Quem ama perdoa, quem gosta aceita, quem sonha luta. E é o que tu fazes diariamente mesmo sabendo que corres riscos.
Escondes os teus medos, receios e duvidas e continuas a dar-te com a mesma emoção e o mesmo amor. Se não fosse assim, o amor não era grande e poucas pessoas têm a sorte de gostar assim. Como tu gostas! Podes nega-lo, dizer que não é assim tão grande, que o primeiro amor da tua vida foi o único, mas a mim não me enganas e quando queres enganar-me eu deixo. Calo-me e continuo a ver-te viver.
Ninguém tem que te apontar o dedo, nem dizer-te que te podes dar mal outra vez, porque como dizia um provérbio chinês que li numa revista qualquer "o caminho faz-se andar".
Gosto de ti nos teus dias bons, nos teus dias maus e nos dias que não te vejo.
Por isso já sabes, qualquer opção de vida que tomes em relação a qualquer coisa ou pessoa, estarei sempre ao teu lado seja qual for a tua decisão, mesmo que ache que é a mais errada.
Até sábado, à mesma hora, no mesmo sitio e com as mesmas pessoas.

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