quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Moments In Love


Art Of Noise, Moments In Love

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

A talhe de foice

«Veio enfim um tempo em que tudo o que os homens tinham olhado como inalienável se tornou objecto de troca, de tráfico, e podia alienar-se. É o tempo em que as próprias coisas que até então eram comunicadas, mas nunca trocadas; dadas, mas nunca vendidas; adquiridas, mas nunca compradas - virtude, amor, opinião, ciência, consciência, etc. - em que tudo enfim passou para o comércio. É o tempo da corrupção geral, da venalidade universal».

Karl Marx, Miséria da Filosofia, 1846-47

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Jardim Jaleco


Abertura e Guarda Ezequiel

Hipopótamo Aristocrata

Elefante D. Henrique

Serpente Serafina

Consolida, filho, consolida...

[...] Quanto menos souberes a quantas andas melhor para ti, não te chega para o bife? Antes no talho do que na farmácia; não te chega para a farmácia? Antes na farmácia do que no tribunal; não te chega para o tribunal? Antes a multa do que a morte; não te chega para o cangalheiro? Antes para a cova do que para não sei quem que há-de vir, cabrões de vindouros, hã? Sempre a merda do futuro, a merda do futuro, e eu hã? Que é que eu ando aqui a fazer? Digam lá, e eu? José Mário Branco, 37 anos, isto é que é uma porra, anda aqui um gajo cheio de boas intenções, a pregar aos peixinhos, a arriscar o pêlo, e depois? É só porrada e mal viver é? O menino é mal criado, o menino é 'pequeno burguês', o menino pertence a uma classe sem futuro histórico... Eu sou parvo ou quê? Quero ser feliz porra, quero ser feliz agora, que se foda o futuro, que se foda o progresso, mais vale só do que mal acompanhado, vá mandem-me lavar as mãos antes de ir para a mesa, filhos da puta de progressistas do caralho da revolução que vos foda a todos! Deixem-me em paz porra, deixem-me em paz e sossego, não me emprenhem mais pelos ouvidos caralho, não há paciência, não há paciência, deixem-me em paz caralho, saiam daqui, deixem-me sozinho, só um minuto, vão vender jornais e governos e greves e sindicatos e policias e generais para o raio que vos parta! Deixem-me sozinho, filhos da puta! Deixem só um bocadinho, deixem-me só para sempre, tratem da vossa vida que eu trato da minha, pronto, já chega, sossego porra, silêncio porra, deixem-me só, deixem-me só, deixem-me só, deixem-me morrer descansado. [...]

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

domingo, 30 de dezembro de 2007

The Assassination of Benazir Bhutto - John Moore

foto: John Moore/Getty Images

O fotojornalista John Moore, da Agência Getty Images, captou uma sequência de imagens que registam o assassinato de Benazir Bhutto. Moore, que nos últimos anos tem feito a cobertura fotográfica dos conflitos no Iraque e Afeganistão, foi editor de fotografia da Associated Press (AP), tendo já sido contemplado com um Prémio Pulitzer (2005 - Colectivo AP).O “The New York Times” apresenta essas imagens com relato (audio) do próprio John Moore (link para The Assassination of Benazir Bhutto).

Forbidden

Marooned

...

Chegaram um dia, ainda meninas, para aconchegar a dor imensa do medo.
Floriram no dia do princípio da vida.
Assistiram, pacientes, ao desespero da náusea, à raiva nervosa de um filho, à pressa no quarto do outro, ao abraço telefónico dos que não podiam apertar a distância, às conversas desarrumadas de graça.
Despiram-se de pétalas no dia em que os cabelos te caíram, para te oferecerem o pólen da força e esperarem de novo pelo desabrochar da cor de um dia limpo de angústia.
Continua a luta como as papoilas.
Por esse novo dia.
Cristiana Tourais, 2002

Suporte de Vida

Enquanto falaram abraçaram-se e choraram sem verter uma lágrima, as palavras a cair pela cara abaixo, entre duas garrafas de vinho.
Não houve barreiras a quebrar, o primeiro abraço moldou o carinho, a profundidade de tantos territórios comuns por percorrer, uma família em que as pessoas se chamam alto e pelos nomes e pedem mimos como quem pede flores,

são as papoilas, meus amores,

são as papoilas

a resistir a tudo,




Uma coroa de flores bonitas, suporte de vida uns dos outros. Papoilas felizes, agarradas umas às outras e venha o vento, as tempestades e a bonança ,

que cá permaneceremos todos,
"a sorrir devagarinho na noite mas entrando depressa na vida"

Feliz Natal.


Rita Ferro Rodrigues


Domingo, Dezembro 23, 2007 @ sorriso-do-bisturi